Sua principal função é fazer pesquisas sobre o uso da internet no Brasil assim que a pesquisa é feita ele disponibiliza as estatísticas e indicadores sobre o desenvolvimento da rede, esses dados serão responsáveis para avaliações tais como o impacto sócio-econômico das Tecnologias de Informação e comunicação (TIC'S).
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
--CERT.br e CETIC.br
-- CGI.br, NIC.br e W3C
O CGI.br - Comitê Gestor da Internet no Brasil
Responsável por tomar todas as decisões, foi criado para tornar efetiva a participação da Sociedade em decisões que envolvem a implantação, administração e uso da Internet no país.
Quem integra esse Comitê ?
Comitê Gestor da Internet é composto por 21 membros, são eles:
nove representantes do Governo Federal
quatro representantes do setor empresarial
quatro representantes do terceiro setor
três representantes da comunidade científica e tecnológica
um representante de notório saber em assuntos de Internet
Confira o currículo resumido dos membros do CGI.br
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação:
VIRGÍLIO AUGUSTO FERNANDES ALMEIDA (coordenador), titular;
RAFAEL HENRIQUE RODRIGUES MOREIRA, suplente;
Casa Civil da Presidência da República:
RENATO DA SILVEIRA MARTINI, titular,
ANTÔNIO SÉRGIO BORBA CANGIANO, suplente;
Ministério das Comunicações:
MAXIMILIANO SALVADORI MARTINHÃO, titular;
FLÁVIO LENZ CESAR, suplente;
Ministério da Defesa:
LUIZ ANTONIO DE SOUZA CORDEIRO, titular;
ADRIANO SILVA MOTA, suplente;
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior:
NELSON AKIO FUJIMOTO, titular;
ALEXANDRE MOURA CABRAL, suplente;
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão:
NAZARÉ LOPES BRETAS, titular;
JOÃO BATISTA FERRI DE OLIVEIRA, suplente;
Agência Nacional de Telecomunicações:
MARCELO BECHARA DE SOUZA HOBAIKA, titular;
RODRIGO ZERBONE LOUREIRO, suplente;
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico:
ERNESTO COSTA DE PAULA, titular;
GERALDO SORTE, suplente;
Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação:
JADIR JOSÉ PELA, titular
ODENILDO TEIXEIRA SENA, suplente
Representante de notório saber em assunto da Internet:
DEMI GETSCHKO
Representantes do setor empresarial:
a) provedores de acesso e conteúdo da Internet:
EDUARDO FUMES PARAJO, titular e
RICARDO LOPES SANCHEZ, suplente.
b) provedores de infra-estrutura de telecomunicações:
EDUARDO LEVY CARDOSO MOREIRA, titular; e
ALEXANDRE ANNENBERG NETTO, suplente.
c) indústria de bens de informática, de bens de telecomunicações e de software:
HENRIQUE FAULHABER, titular e
NORBERTO DIAS, suplente.
d) setor empresarial usuário:
CÁSSIO JORDÃO MOTTA VECCHIATTI, titular e
NIVALDO CLETO, suplente.
Representantes do terceiro setor:
SERGIO AMADEU DA SILVEIRA, titular;
VERIDIANA ALIMONTI, titular;
CARLOS ALBERTO AFONSO, titular; e
PERCIVAL HENRIQUES DE SOUZA NETO, titular.
JOSÉ RICARDO NEGRÃO, suplente;
VITOR HUGO DAS DORES FREITAS, suplente;
MARCUS AURÉLIO RIBEIRO MANHÃES, suplente; e
FLÁVIA LEFÈVRE GUIMARÃES, suplente.
Representantes da comunidade científica e tecnológica:
JOSÉ LUIZ RIBEIRO FILHO, titular;
FLÁVIO RECH WAGNER, titular;
LISANDRO ZAMBENEDETTI GRANVILLE, titular; e
OMAR KAMINSKI, suplente.
Secretário executivo:
HARTMUT RICHARD GLASER
O CGI.br precisava de uma entidade que executasse suas atividades, assim criou uma entidade civil, sem fins lucrativos, denominada “Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR” – NIC.br.
O NIC.br é considerado o braço executivo do CGI.br. É atualmente formado por quatro Centros, quatro Assessorias, e abriga ainda o escritório brasileiro do W3C. Pode-se dizer que o NIC.br ajuda o CGI, implementando as decisões e projetos do mesmo.
O Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br mantém grupos de trabalho e coordena diversos projetos em áreas de importância fundamental para o funcionamento e o desenvolvimento da internet no país. Para executar suas atividades, o CGI.br criou uma entidade civil, sem fins lucrativos, denominada "Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR" - NIC.br.
Registros de Domínio .br
· Registro.br
Desde 1995, o Registro.br é o executor de algumas das atribuições do Comitê Gestor da Internet no Brasil, entre as quais as atividades de registro de nomes de domínio, a administração e a publicação do DNS para o domínio <.br>.
· CERT.br
A segurança na internet é uma das grandes preocupações do CGI.br que, desde 1997, mantém o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil.
· CETIC.br
O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação responde pela coleta e disseminação de indicadores e informações estratégicas sobre os serviços e o desenvolvimento da Internet no Brasil.
· CEPTRO.br
O Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações é o órgão responsável pela execução de projetos aprovados pelo CGI.br e relacionados à Tecnologia de Redes e Operações na Internet.
· W3C.br
Acompanhando deliberação do CGI.br e os requisitos do W3C, World Wide Web Consortium, o NIC.br instalou um escritório do W3C no Brasil - o primeiro na América do Sul. O W3C é um consórcio internacional com a missão de conduzir a web ao seu potencial máximo, criando padrões e diretrizes que garantam a sua eolução permanente.
Composição do NIC.br
Os órgãos responsáveis pela administração do NIC.br são:
- Assembléia GeralA Assembléia Geral é composta pelos associados fundadores, especiais e honorários, também é o órgão supremo com o poder de deliberar, em última instância, sobre quaisquer assuntos de interesse do NIC.br.
- Conselho de AdministraçãoO Conselho de Administração, órgão de controle de administração do NIC.br, é composto por sete membros titulares e sete suplentes, eleitos pela Assembléia Geral. Dos sete componentes do Conselho de Administração, três são escolhidos dentre os representantes do governo federal no CGI.br e seus respectivos suplentes, e quatro entre os componentes da sociedade civil e seus respectivos suplentes.
W3C- Consórcio World Wide Web
sábado, 6 de setembro de 2014
-- Lei de Moore
Segunda lei de Moore diz que as indústrias de semicondutores esta investindo em pesquisa e desenvolvimento para que os chips tenham um custo mais elevado, porem com maior desempenho para que se possa ter um maior lucro.
Se tem também a teoria do fim da lei de Moore, que é uma teoria de Carl Anderson (um pesquisador da IBM), onde ele diz que o fim da lei Moore esta chegando, pois os engenheiros estão desenvolvendo sistemas que exigem menos recursos do processador e os custos para pesquisas de novos processadores estão cada vez mais altos.
-- Comutação de Dados
O que é comutação?
Podemos definir comutação de uma forma geral como possibilidade de transmissão de dados/informações entre pontos ou nós pelos diversos dispositivos conectados a rede, onde dois pontos ou mais podem se interligar entre si.
Tipos de comutação:
A Comutação de circuitos (usada, por exemplo, nas redes telefónicas publicas) é dedicada, pois estabelece um” caminho físico” entre emissor e receptor, este caminho é feito da ligação de circuitos ponto-a-ponto, tornando assim uma conexão “dedicada” apenas a esta operação
A comunicação entre eles é formada por três fases características:
- Estabelecimento do circuito físico
- Transferência dos dados
- Terminação do circuito
Vantagens:
– Garantia de recursos;
– Disputa pelo acesso somente na fase de conexão;
– Não há processamento nos nós intermediários (menor tempo de transferência, por ser dedicada);
– Controle nas extremidades.
Desvantagens:
– Desperdício de banda durante períodos de silêncio (problema para transmissão de dados)
– Sem correção de erros
– Probabilidade de bloqueio (Circuitos ocupados em um instante)
Comutação de mensagens
Não é necessário ter um circuito dedicado entre as entidades (emissor e o receptor), a informação a ser enviar não pode ser quebrada em mensagens menores, tem que ser enviado integralmente em uma única emissão.
As mensagens podem ser armazenadas nos nós para possível reenvio.
Vantagens:
– Maior aproveitamento das linhas de comunicação
– Uso otimizado do meio
Desvantagens:
– Aumento do tempo de transferência das mensagens
Comutação de Pacotes (usado nas redes de internet)
Na comutação de pacotes são impostas restrições como o tamanho da unidade de dados que é limitado, ou seja, a quantidade de informação a ser enviada é quebrada em mensagens menores denominadas pacotes. Não é necessário o estabelecimento de um circuito dedicado entre as duas entidades, é Semelhante à comutação de mensagens. Pacotes pertencentes à mesma mensagem podem seguir caminhos diferentes até chegar ao seu destino.
Vantagens:
– Uso otimizado do meio
– Ideal para dados
– Erros recuperados no enlace onde ocorreram
– Dividir uma mensagem em pacotes e transmiti-la simultaneamente reduz o atraso de transmissão total da mensagem
Desvantagens:
– Sem garantias de banda, atraso e variação do atraso (jitter) - Por poder usar diferentes caminhos, atrasos podem ser diferentes o que é ruim para algumas aplicações tipo voz e vídeo
– Overhead de cabeçalho
– Disputa nó-a-nó
– Atrasos de enfileiramento e de processamento a cada nó.
Diferença
Protocolos de Rede
- TCP/IP (Protocolo de Controle de Transmissão)/(Protocolo de Internet) é um conjunto de protocolos utilizado pela internet para transmissão de dados. É o mais popular do mundo, não somente por sua utilização na internet, mas também por ser um padrão aberto (livre de qualquer empresa em particular).
- UDP (Protocolo de Datagramas do Usuário) é um protocolo que não requer uma "conexão" entre os programas dos computadores. Os dados são transmitidos em unidades chamas datagramas. É uma transmissão pouco confiável, porém rápida. É mais eficiente para sistemas que necessitam de muita velocidade com um número pequeno de pacotes, por exemplo, imagem e som.
- FTP (Protocolo de Transferência de Arquivo) permite a transferência de arquivos entre computadores.
- HTTP (Protocolo de Transferência de Hipertexto) permite a transferência de arquivos entre servidores utilizando hyperlinks (links entre documentos).
- HTTPS (Protocolo de Transferência de Hipertexto Seguro) funciona da mesma maneira que o HTTP, incluindo o modo seguro por meio de uma conexão criptografada, tornando mais difícil qualquer tipo de invasão.
- SMTP (Protocolo de Transferência de Correio Simples) encaminha mensagens de correio eletrônico. Apresenta o modo como a mensagem é trocada entre os servidores da rede TCP/IP. Não tem preocupação com o conteúdo da mensagem.
- SSL (Segurança da Camada de Transporte) permite que os aplicativos cliente/servidor possam trocar informações em total segurança, protegendo a integridade e a veracidade do conteúdo que tráfega na internet. Tal segurança só é possível através da autenticação das partes envolvidas na troca de informações.
- SSH (Secure SHell) criptografa os dados trafegados entre os computadores, dificultando assim a interceptação dos mesmos, por pessoas mal-intencionadas.
- POP3/ IMAP (Protocolo dos Correios)/(Protocolo de Acesso á Mensagem da Internet) ambos definem formas para os computadores dos usuários se conectarem aos servidores e receberem as mensagens de correio eletrônico.
- ICMP (Protocolo de Controle das Mensagens da Internet) recebe informações sobre falhas que tenham ocorrido na rede, além de ser utilizado para testar a conectividade entre dois nós.
- IPv4 (Protocolo de Internet versão 4) é a tecnologia que permite que nossos aparelhos conectem na Internet. Cada aparelho que estiver conectado, recebe um código único para enviar e receber dados de outros dispositivos conectados. Essa versão de IP, transfere endereços de protocolos de 32 bits. Sustenta aproximadamente 4*109 de IPs pelo mundo todo, o que é pouco com relação ao números de aparelhos que utilizam uma conexão, hoje em dia.
- IPv6 (Protocolo de Internet versão 6) é a sexta versão de protocolos da Internet. Essa versão tem a mesma função que a versão anterior (IPv4), mas suporta em torno de 3,4*1038 endereços, ou seja, essa versão conseguirá suportar o crescimento da internet por muito mais anos.
- DNS (Sistema de Nomes de Domínios) funciona como uma sistema de tradução de endereços IP, para nomes de domínios. Na verdade, é graças ao DNS, que você pode digitar "www.google.com.br" na barra de endereços do navegador, ao invés de digitar "187.122.121.89" , que é o número IP correspondente á página do google.
-- Decálogo
Decálogo Para a Governança e Uso da Internet no Brasil
1. Liberdade, privacidade e direitos humanos
O uso da Internet deve guiar-se pelos princípios de liberdade de expressão, de privacidade do indivíduo e de respeito aos direitos humanos, reconhecendo-os como fundamentais para a preservação de uma sociedade justa e democrática.
2. Governança democrática e colaborativa
A governança da Internet deve ser exercida de forma transparente, multilateral e democrática, com a participação dos vários setores da sociedade, preservando e estimulando o seu caráter de criação coletiva.
3. Universalidade
O acesso à Internet deve ser universal para que ela seja um meio para o desenvolvimento social e humano, contribuindo para a construção de uma sociedade inclusiva e não discriminatória em benefício de todos.
4. Diversidade
A diversidade cultural deve ser respeitada e preservada e sua expressão deve ser estimulada, sem a imposição de crenças, costumes ou valores.
5. Inovação
A governança da Internet deve promover a contínua evolução e ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e acesso.
6. Neutralidade da rede
Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento.
7. Inimputabilidade da rede
O combate a ilícitos na rede deve atingir os responsáveis finais e não os meios de acesso e transporte, sempre preservando os princípios maiores de defesa da liberdade, da privacidade e do respeito aos direitos humanos.
8. Funcionalidade, segurança e estabilidade
A estabilidade, a segurança e a funcionalidade globais da rede devem ser preservadas de forma ativa através de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e estímulo ao uso das boas práticas.
9. Padronização e interoperabilidade
A Internet deve basear-se em padrões abertos que permitam a interoperabilidade e a participação de todos em seu desenvolvimento.
10. Ambiente legal e regulatório
O ambiente legal e regulatório deve preservar a dinâmica da Internet como espaço de colaboração.
-- Tendências da Internet
Tecnologias Lineares e Exponenciais
-Exemplo tec. Linear: Kodak acabou falindo.
-Exemplo Tec. Exponencial: Instagram, crescimento rápido e em pouco tempo.
Os 3D's das tendências
Desmaterialização
Hoje em dia não se vê mais aquela famosa "câmera digital" que fazia sucesso há alguns anos atrás, mas que você não via a foto na mesma hora.
Desmonetização
-Operadoras de celulares que ganham muito dinheiro com pacotes de mensagens e com envios de imagem via sms, os famosos torpedos.
Com o surgimento do WhatsApp as operadoras começaram a perder o lucro que estavam tendo com os pacotes de torpedos, pois este é um aplicativo onde se pode trocar mensagens, fotos, voz e vídeo gratuitamente, assim as operadoras de celulares deixaram de ganhar muito dinheiro com pacotes de mensagens
Democratização
-- Marco Civil na Internet
Após meses de intensas negociações, a Câmara dos Deputados aprovou, por votação simbólica a criação do Marco Civil na Internet, que ocorreu no Brasil nos dias 23 e 24 de abril de 2014 em são Paulo.
Uma conferência Net mundial onde a presidente Dilma Rousseff com representantes de 80 países, tiveram uma discussão com o objetivo de decidir o futuro da governança de rede. A discussão tinha o objetivo de falar sobre dois aspectos, segurança e privacidade dos usuários na rede, saiba mais assistindo ao vídeo do link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=JU_PrIS08Q0
https://www.youtube.com/watch?v=JU_PrIS08Q0
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